Dentro de até 40 dias, no máximo, a GoiásFomento deve começar a operar novas linhas de crédito para taxistas, mototaxistas, prefeituras e pequenos produtores da cadeia do leite. O anúncio é do presidente da instituição, Luiz Maronezi.

Entrevista - 07/06/2011 - 08:00:05

 Foto grande - 26_MFG_587_10-05-11-Posse-Nova-diretoria-da-GoiasFomento-EduardoFerreira-Grandejpg2754.jpg 

Como estão os trabalhos de implementação das novas linhas de crédito pela GoiásFomento? Quais os segmentos que serão beneficiados?
Luiz Maronezi – Primeiro, a pedido do governador, estamos expandindo o atendimento para o interior das linhas de crédito já existentes. Também é preciso desenvolver com a maior agilidade possível as novas linhas de crédito que são compromisso do Governo, como as para taxistas, mototaxistas, e atendimento ao setor público, de um modo geral as prefeituras. O governador anunciou em solenidade no Palácio das Esmeraldas uma linha de crédito que vamos ultimar, voltada para o atendimento a pequenos produtores rurais, principalmente para a cadeia do leite. O produtor rural vai poder contar com a Agência de Fomento na aquisição de tanques, expansão de ordenha e de instalações, e maquinário de modo geral. Isso vai dar um impulso muito grande no agronegócio. Outra linha, voltada para pequenos e microempresários, é a de recebíveis, para o desconto dos cheques, das duplicatas que eles recebem e normalmente não têm condições de manter isso no caixa pelo prazo que dão. Eles vão ter na Agência de Fomento um grande parceiro. Esse desconto será feito a juros bem acessíveis para que possamos melhorar o poder de compra desses empresários. Em linhas gerais, de imediato, essas são as novas linhas de crédito e as novas atuações que vamos trabalhar.

Quando essas novas linhas de crédito começam a ser operadas?
Luiz Maronezi – Nós já estamos com essas novas linhas sendo analisadas na área legal e responsável. O diretor de Planejamento está trabalhando com elas. Já realizamos reunião para discutir essas novas linhas de crédito e as discussões estão adiantadas. Agora sempre há alguns entraves burocráticos, não podemos negar que existam. Mas vamos procurar resolver o mais rápido possível. O interesse da largada é do governo e da Agência de Fomento. Creio que mais uns 30 a 40 dias, estourando, nós estaremos com essas linhas de crédito no mercado.

O senhor pretende também ampliar a divulgação das linhas de crédito que já são operadas pela GoiásFomento. Como vai ser esse trabalho?
Luiz Maronezi – Determinei que a Assessoria de Comunicação cuide dessa parte para verificarmos qual é o melhor caminho para divulgarmos a Agência de Fomento, suas linhas de crédito e onde os tomadores podem buscá-las. Hoje a concorrência no setor financeiro, por incrível que pareça, é muito grande nas linhas de crédito para micro e pequenas empresas. As instituições financeiras estão voltando sua atenção para esse segmento econômico. A Agência de Fomento, mais do que nunca, tem que ser eficiente. É preciso que a instituição saia para dizer: estou aqui, tenho a linha de crédito, tenho condições de concorrer, estou competindo. Vamos ter que ir até o tomador. Temos de ir de encontro àquelas empresas que precisam do crédito. Essa é a nossa função e vamos fazê-la.

O senhor também pretende promover a descentralização da concessão de crédito. Como vai ser feito isso?
Luiz Maronezi
 – A descentralização na Agência de Fomento não é nova, já existiu e existe. Só que teremos de ativá-la através de convênios com a Facieg e associações comerciais. Mudaram os presidentes dessas entidades, cada mandato muda os dirigentes. Então temos de reativar isso aí. Assim fazendo, vamos também estender essa interlocução com as cooperativas de crédito das diversas entidades que hoje têm interesse em trabalhar conosco. Dentro do agronegócio, as cooperativas já se prontificaram a ser nossos interlocutores junto a essa gama de tomadores. Temos de buscar a maior atração de tomadores de valores. Aplicando bem e distribuindo bem, estamos atingindo nosso objetivo, que é a geração de emprego e renda, e tentando nivelar a desigualdade de condições da capital e do interior.

Foi anunciada na sua posse que a GoiásFomento teria uma nova função, a de atrair investimentos para Goiás. Como isso vai ser feito?
Luiz Maronezi – Isso é uma coisa nova para a Agência de Fomento. Para mim não, porque venho do Programa Produzir. Trabalhei durante oito anos na atração de empresas. Acho que foi muito propício dar essa função para nós. Estamos levantando os grandes investimentos, onde estão, sem entretanto determinarmos se ele virá para Goiás ou não. Só vamos fazer o levantamento, onde estão e quais são as empresas que querem investir. Para isso, está sendo montado um grupo de trabalho. Quando levantarmos essas oportunidades vamos repassar ao secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, que é o presidente do grupo. Ele determinará o órgão que vai buscar essa empresa, mostrar para ela o nosso potencial para que ela invista em Goiás. É um trabalho importante, fiquei orgulhoso disso ter sido passado para a Agência de Fomento.

 

 

 

     

É permitido o uso total ou parcial das matérias desde que citada a fonte

Pesquisar

Calendário

<<   SETEMBRO   >>
D S T Q Q S S
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30  
É permitido o uso total ou parcial das matérias desde que citada a fonte
AGECOM - Agência Goiana de Comunicação (GDI)